Sem Marta, Brasil encara Argentina de olho no futuro da seleção

Sem Marta, Brasil encara Argentina de olho no futuro da seleção

A seleção brasileira feminina entra em campo neste sábado, às 16h30, no Beira-Rio, em Porto Alegre, para enfrentar a Argentina em partida amistosa. Entre as 28 jogadoras convocadas por Arthur Elias, chama atenção uma ausência: Marta, a camisa 10 que carrega seis participações em Copas do Mundo e seis Olimpíadas no currículo, não está na lista.

A decisão não é um corte por desempenho, mas parte de uma estratégia de gestão de carreira que mira a Copa do Mundo de 2027. Para quem acompanha de perto o planejamento da equipe, inclusive por quem consulta análises e informações esportivas em plataformas como o site de apostas, fica claro que o momento físico da atacante é o fator determinante. O amistoso tem transmissão ao vivo pela Globo, SporTV e getv, além de cobertura em tempo real no ge.

Recuperação física pesa na decisão

Marta vem de uma sequência de contratempos físicos. Em junho, sofreu um edema muscular na parte posterior da coxa, problema que já havia exigido minutagem controlada nos amistosos contra os Estados Unidos, em sua convocação anterior. Depois, em 31 de julho, levou uma pancada na cabeça em partida contra o North Carolina Courage, entrou em protocolo de concussão e ficou afastada por "ausência justificada" até o início de setembro. Desde o retorno, diante do Houston Dash, disputou quatro jogos, sendo titular em apenas um. O quadro recente reforça a cautela do departamento de preparação física da seleção.

O plano de Arthur Elias até 2027

Arthur Elias tem sido direto ao afirmar que a presença de Marta nas próximas convocações dependerá exclusivamente da sua condição de chegar bem preparada à Copa do Mundo de 2027, ano em que a atacante completará 41 anos em fevereiro. O técnico adota o que ele mesmo chama de "refresco": dispensar jogadoras-chave em determinadas Datas Fifa para preservá-las fisicamente, estratégia já aplicada também à atacante Ary Borges nesta convocação. A lógica é simples - evitar desgaste acumulado e garantir que as principais referências do elenco cheguem inteiras aos momentos decisivos.

Transição de geração também está em jogo

Além do aspecto físico individual, há uma dimensão coletiva na decisão. Arthur Elias enxerga na ausência de Marta uma oportunidade para acelerar a transição do grupo, permitindo que outras atletas assumam responsabilidades de liderança e protagonismo dentro de campo. É um movimento natural para qualquer seleção que planeja o pós-geração de uma ídola, sem abrir mão da experiência que ela ainda pode oferecer. A expectativa é que Marta volte a aparecer na lista durante a próxima Data Fifa, entre novembro e dezembro, quando o Brasil enfrenta o Japão duas vezes, em solo asiático.